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Formação Intelectual

A formação intelectual, como as demais dimensões, orienta-se a formar pastores do Povo de Deus, a exemplo de Jesus Cristo, os quais se caracterizem como discípulos, missionários, servidores cheios de misericórdia. Com essa finalidade, a formação intelectual, embora possua a sua especificidade, liga-se profundamente à formação humanoafetiva, espiritual e pastoral-missionária, a ponto de se constituir uma expressão necessária, configura-se efetivamente como uma exigência irreprimível da inteligência pela qual o homem ‘participa da luz da inteligência de Deus e procura adquirir uma sabedoria que, por sua vez, se abre e orienta para o conhecimento e a adesão a Deus.  No contexto da formação dos presbíteros, a atenção e o apreço pela dimensão intelectual é uma questão de fidelidade a Deus, fidelidade ao seu povo, fidelidade a si mesmo, e um modo singular de viver o discipulado.

Haja no seminário um formador que acompanhe diretamente esta dimensão da formação presbiteral. Para conjugar bem a formação intelectual com outras dimensões, sobretudo a espiritual e pastoral-missionária é preciso que: “a formação intelectual deve ser integrada num caminho espiritual marcado pela experiência pessoal de Deus, de modo a poder superar uma pura ciência conceitual e chegar àquela inteligência do coração que sabe ‘ver’, primeiro, o mistério de Deus, e depois é capaz de comunicá-lo aos irmãos”.  Como diz São Boaventura: “Ninguém pense que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sem a devoção, a busca sem o assombro, a observação sem a exultação, a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça divina, a investigação sem a sabedoria da inspiração divina”. É da própria natureza do ministério ordenado que a formação intelectual encontre sua específica justificação e manifeste a sua urgência face aos enormes e complexos desafios que se antepõem à missão evangelizadora da Igreja.

No dizer do Apóstolo Pedro: “Se já cada cristão deve estar pronto a defender a fé e a dar a razão da esperança que vive em nós, com muito maior razão os formandos e os presbíteros devem manifestar um diligente cuidado pelo valor da formação intelectual na educação e na atividade pastoral”. A situação atual, marcada simultaneamente por uma busca diversificada de expressões religiosas e por uma desconfiança nas capacidades da razão, e ainda por uma mentalidade técnico-científica que ignora as questões éticas e religiosas, exige um nível excelente de formação intelectual.   “Acrescente-se ainda que o atual fenômeno do pluralismo, bem acentuado não só no âmbito da sociedade humana, mas também no da própria comunidade eclesial, requer uma particular atitude de discernimento crítico: é um ulterior motivo que demonstra a necessidade de uma formação intelectual, a mais séria possível”.

São de índole profundamente espiritual pastoral as razões que urgem por uma cuidadosa e responsável atenção à dimensão intelectual na formação do presbítero discípulo missionário. Esta motivação pastoral da formação intelectual confirma o quanto já se disse sobre a unidade do processo educativo, nas suas diferentes dimensões. A obrigação do estudo, que preenche uma grande parte da vida de quem se prepara para o sacerdócio, não constitui de modo algum um componente exterior e secundário do crescimento humano, cristão, espiritual e vocacional.

“Por meio do estudo, particularmente da teologia, o candidato ao presbiterado adere à Palavra de Deus, cresce na sua vida espiritual e dispõe-se a desempenhar o seu ministério pastoral”.

OS GRUPOS DE VIDA DEVEM SUSCITAR E CULTIVAR NA DIMENSÃO INTELECTUAL:

– Fortalecimento de momentos de estudos para as provas e realizações de trabalhos em grupos ou em duplas, com atenção especial aos irmãos com maiores dificuldades.

– Participação, enquanto grupo, de eventos que favoreçam a apropriação de conhecimentos, como seminários, congressos e simpósios.

– Adesão dos estudos do propedêutico, da filosofia e da teologia como “o modo de superar uma pura ciência conceitual e chegar à aquela inteligência do coração que sabe ver primeiro o mistério de Deus e depois é capaz de comunicá-lo aos irmãos.”

– O apreço pelos estudos acadêmicos como motivação e oportunidade para o crescimento humano, cristão, espiritual e vocacional e não um componente exterior e secundário ao processo de formação.

– Uma generosidade agradecia pelo privilégio da formação acadêmica na PUC (Pontifícia Universidade Católica) oferecida pela diocese.