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Ano Propedêutico

Comunidade Formativa São João Maria Vianey
Ano Propedêutico: o que é e a que se destina

 

Conforme o documento Pastores Dabo Vobis, esse período é “tempo de preparação humana, cristã, intelectual e espiritual para os candidatos ao seminário maior”, organizado como uma instituição autônoma, distinta e articulada com as outras etapas da formação, levando em consideração as seguintes indicações: residência ou local próprio, com programação específica; não inferior a um ano; após o nível médio; com uma equipe responsável, valorizando a presença de leigos, homens e mulheres.

Neste sentido, verificamos que a experiência do propedêutico tornou-se um momento importante no processo de formação presbiteral na diocese de Itabira – Cel.Fabriciano, qualificando os formandos para os desafios do itinerário formativo no seminário maior. No caso concreto, o ingresso na comunidade formativa São José, em Belo Horizonte, para facilitar uma qualificação maior na realização dos cursos de filosofia e de teologia, no Instituto Dom João Resende Costa, na PUC – MG.

Não podemos nos furtar às conquistas que foram construídas na diocese nos últimos anos, no que se refere à consolidação do ano propedêutico. Faz-se necessário avançar na qualidade e atualização desse momento formativo em profunda sintonia com as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, Doc. 93, sem descurar os desafios presentes e futuros que envolvem as exigências e necessidades pastorais da Igreja Particular de Itabira- Cel.Fabriciano.

De acordo com as orientações do documento 93 e à luz da realidade diocesana, bem como do perfil dos jovens vocacionados, o ingresso na casa de formação propedêutica da diocese de Itabira – Cel. Fabriciano é precedido por um processo de discernimento vocacional que leva em conta as reais motivações dos vocacionados, sobretudo através dos encontros vocacionais, com periodicidade mensal, ao longo de um ano; visita aos seus familiares; encontros e eventos eclesiais; jornadas vocacionais; avaliação e orientação psicológica quando necessário; acompanhamentos personalizados feitos por um padre indicado, em casos especiais.

Esse processo permite um conhecimento mais intenso da pessoa do vocacionado a partir de sua realidade familiar, eclesial, cultural, social e econômica. Para tal, num espírito de comunhão e diálogo entre os membros da equipe de formação e à luz da experiência dos últimos anos, reafirma-se a importância de: Organizar a comunidade do propedêutico em GV (Grupo ou Grupos de Vida), de acordo com a proposta do calendário de formação do Seminário São José, tendo como itinerário pedagógico formativo as dimensões antropológico- teológicas da formação inicial dos presbíteros.

Serão necessários para a pasta pessoal do vocacionado no ato de seu ingresso na comunidade propedêutica: uma carta pessoal pedindo a entrada; uma carta de apresentação do respectivo pároco ou de um padre que o tenha acompanhado no processo de discernimento vocacional; os documentos pessoais, conforme pede a Igreja, e também o resultado de exames médicos completos, uma vez que para ingressar no seminário e se ordenar presbítero supõe equilibrada saúde física e psíquica do candidato. Durante os últimos encontros os vocacionados são orientados a providenciar toda a documentação necessária para dar abertura à sua pasta pessoal.